sexta-feira, 25 de junho de 2021

UNIDADE DA ESQUERDA, AO SENADO, SE IMPÕE NO RS.

 

Foram nos parlamentos, neste fatídico período pós golpe(parlamentar, diga-se de passagem), onde se deram as maiores agressões ao povo pobre e trabalhador no Brasil. Sindicatos, Centrais sindicais, partidos e mobilizações de rua não foram suficientes para barrar o ataque aos direitos dos trabalhadores e o desmanche da máquina e patrimônio público.

Buscar a maioria nos parlamentos, portanto, é uma das maiores tarefas da esquerda brasileira em se tratando de eleições. Antes, é claro, derrubar Bolsonaro.

A representatividade de um senador é avassaladora em relação aos demais parlamentares federais, visto a proporção na casa em que atua.

Sendo a eleição em apenas um turno, apesar de majoritária, urge que os partidos de esquerda no Rio Grande do Sul iniciem debate da possibilidade/necessidade de construir uma candidatura única a fim de combater o avanço da estrema direita gaúcha que já tem Lasier e Heinze como representantes e que já fala em Onix e Mourão para o cargo.

É um erro lançar ou discutir candidaturas partidárias sem abrir o debate de uma candidatura única no campo das esquerdas. A candidatura ao senado, na maioria das vezes, tem sido renegada e apenas servido para acalmar candidaturas preteridas ao governo e para acordos de formação de chapas. Além disso, a eleição do senado, dificilmente é do tipo que puxa voto para as demais eleições, sendo perfeitamente possível uma unidade em torno de uma candidatura, sem que traga influências indesejáveis, aos acordantes, nas eleições para Governador e Presidente.

Temos bons nomes com densidade eleitoral e capacidade de unificar a esquerda riograndense como Pedro Ruas, Manuela D'Ávila e Olívio Dutra, entre outros. Debate que se inicia, então... mãos à obra.


* ROMER GUEX É DIRIGENTE ESTADUAL DO PSOL E FOI CANDIDATO AO SENADO EM 2018.