quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cuba continua socialista e progredindo

Após uma entrevista de Fidel Castro ao jornalista Jeffrey Goldberg da revista norte-americana "The Atlantic", uma série de reportagens vem distorcendo o que o comandante socialista realmente disse e anunciando o fim do socialismo na ilha. Os grandes veículos de comunicação dos estados Unidos e da Europa distorceram a declaração de Fidel na qual ele afirma que ‘’ o modelo já não funciona sequer para nós’’ quando lhe perguntaram se a experiência cubana era aplicável em outros países. Ao saber do equivoco, Fidel se declarou surpreso e disse ‘’ "É evidente que essa pergunta carregava implícita a teoria de que Cuba exportava a revolução. Eu lhe respondo: o modelo cubano já não funciona nem sequer para nós. Expressei isso sem amargura nem preocupação", disse Fidel, de 84 anos.

"Divirto-me agora ao ver como ele interpretou isso ao pé da letra".


"Mas o real é que minha resposta significa exatamente o contrário do que ambos os jornalistas norte-americanos interpretaram sobre o modelo cubano", disse Fidel.


"Minha idéia, como todo o mundo conhece, é que o sistema capitalista já não serve nem para os Estados Unidos nem para o mundo, o que se conduz em crises e crises cada vez mais graves, globais e repetidas".


Sobre a demissão dos 500 mil funcionários públicos cubanos, o Vereador Romer Guex explica que isso não pode ser justificado como uma crise do sistema socialista. ‘’Devemos entender que em Cuba o sistema público é totalmente diferente daqui visto que abrange desde funcionários dos ministérios a funcionários das lanchonetes. Isso é uma concepção demasiada radical daqueles que fizeram a revolução e hoje já se tem uma visão mais aberta, de que o cidadão cubano adquiriu uma consciência socialista plena. Com a medida de demitir 20% dos trabalhadores cubanos, o Partido Comunista desinflou o serviço publico que estava com um enorme excesso que provocava empecilhos na economia e deformava a conduta dos trabalhadores. A maioria dos empregos cortados será nas áreas burocráticas do serviço público e aos demitidos serão oferecidas vagas em setores com déficit como no magistério, construção, agricultura e policia. Os demitidos também têm a opção de formar coorporativas ou trabalhar por conta própria como em qualquer outro país. Ao invés de distorcer o que acontece em Cuba, a mídia deveria respeitar um país que é exemplo visto que erradicou o analfabetismo, a desnutrição infantil e garante a todos moradia e acesso a saúde.’’




sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Embalagens ecológicas no prazo de três anos


Após o fracasso da Conferência Climática de Copenhagen, se torna cada vez mais necessário exemplos que mostrem que o ser humano não só sabe como pode fazer mais por este que é o lar de todos, pelo nosso planeta Terra. Países como os Estados Unidos, que deveriam dar o exemplo, se eximiram de suas responsabilidades e se negaram a diminuir satisfatoriamente o envio de gazes poluentes, como também, a pagar pelos prejuízos causados ao meio ambiente.


O Brasil produz, anualmente, mais de 2,2 milhões de toneladas de resíduos plásticos oriundos do pós-consumo, das quais menos de quatrocentas mil toneladas são recicladas.


‘’Até quando vamos contribuir para nossa própria destruição?’’, indaga o vereador do PSOL Romer Guex.


O vereador Romer apresentou o projeto de lei que obriga os estabelecimentos do Município de Viamão a utilizar embalagens confeccionadas em materiais oriundos de fontes renováveis ou recicláveis.


A proposta impõe uma série de medidas a serem tomadas pelos estabelecimentos comerciais a fim de substituir a utilização das sacolas de plástico por sacolas constituídas de materiais recicláveis. Estabelecimentos com área comercial igual ou superior a 1000m² terão o prazo de 3 anos, e 4 anos será o prazo para os demais. O não cumprimento da lei pode acarretar em penas que podem variar de multa a suspensão do alvará.


Infelizmente o prefeito vetou o projeto. ‘’ É inadmissível, em pleno século 21, termos políticos governando a favor da degradação ambiental. Ao vetar o projeto de lei que se propunha a reduzir a produção de lixo, o prefeito Alex Boscaini afirmou ser a favor das enchentes que tanto castigaram nosso Estado, a favor do aquecimento global que é responsável pelas variações de temperatura que só em três dias de inverno mataram 6 pessoas no estado gaúcho.’’, afirmou o vereador.


No dia 26 de agosto a Câmara de Vereadores derrubou o veto do prefeito por unanimidade dando um novo passo na luto por uma sociedade auto sustentável e menos destrutiva de seu meio. ’’ É uma lei em sintonia com a nova ordem mundial, marcada pela preocupação ecológica, não estamos criando uma lei que entrará em vigor amanhã, mas que permitirá a adequação gradativa para que os custos não sejam grandes com esta adaptação’’, ressalva o vereador do PSOL.